No peito, aquele que mal reconheço, sobram dores e faltam amores. Não que não ame, não que não seja amado, só não coincide. Deve ser comum, cotidiano, esse movimento caótico. Mesmo assim...
Ser pessoa querida parece ter um preço que nem sempre quero pagar, ou cobrar...nas amizades, nos amores. Pra mim me é cansativo ser pessoa carinhosa. Acho que não entendo muito desse afeto. Sorrio, converso, questiono, às vezes até me interesso...mas passa. Passa até de mim pra mim, que dirá de mim para outrem.
Vez ou outra, no meu caminho (que pra falar bem a verdade questiono ser um caminho...perece ser um empurrão de corpo) surgem algumas pessoas que, não sei como, conseguem me entender melhor que eu. Não sou de fugir sem enfrentar, logo: enfrento tentando entender como?! Mas assim que percebo que não entendo, que não é possível alguém me entender tanto e assim mesmo querer permanecer por perto, aí sim fujo!
Acho que coleciono momentos de vislumbre. Quando acabam eu corro. Mas esse correr me constitui, não nego, Me faz parar pra pensar em mim, em porque seguir o cíclico movimento de ser só.
Achei que sendo só estando no mundo me faria não ser solidão. Errei...sou solidão com vislumbre de afetos e amores. Dá pra acreditar que nesse maldito peito sobra solidão e falta reconhecimento?
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