Sabemos lidar com a distância? Aprendemos a conviver com ela, nos habituamos, ou simplesmente lutamos para que ela não nos afogue durante seu tempo/espaço?
Tenho questionado algumas posturas e atitudes das quais me utilizo em minha vida. Sabe, o que estudo, para que estudo, como...meus amores...minhas satisfações...
Tá certo, esse negócio de se distanciar de uma situação ou de um objeto para poder ter mais clareza quanto ao que tal "coisa" é em si não cola muito comigo não! Gosto mesmo e convivo melhor é com o espetáculo do momento...o presente.
Não digo com isso que ignoro o passado, sua formação e expectativas quanto a este presente. Mas reparo que nosso olhar viciado em alguns poucos aspectos passados nos fazem perder a graça, acreditar que existe uma direção!
Sabe como tenho visto a vida? Assim oh (metaforicamente): Existe uma floresta e estou nela. Alguns lugares por onde ando são gramíneas e em outros há mata fechada. Sou curiosa. Às vezes consigo olhar o horizonte e às vezes só consigo mesmo é olhar pra cima ou pra baixo, já que na frente há só grandes troncos. Esta floresta não só minha, então há caminhos por elas, que levam a algum lugar...uns mais pisados, outros pouco frequentados (é que dá pra notar olhando como estão as gramas ao redor). Encontro algumas indicações que algumas pessoas deixaram pelos caminhos, quando vou por algum já frequentado. Percebo que são indicações de “esperança”, já que ninguém volta pra informar, só quando passa pelo local. Então, quanto mais frequentado, mais indicações e pensamentos e sensações. Reparo também que é muito difícil criar uma trilha, a não ser que haja mesmo necessidade ou vontade de não trilhar as já existentes. É que há muitas trilhas mesmo. Poupa esforço...sei que a caminhada é longa. No começo da caminhada, não entendia direito para onde eu “teria” que ir. Só conseguia notar que pessoas também estavam andando para algum lugar. Quando parava para perguntar a alguém, notava que as respostas eram diversas...assim como os planos para alcançarem seus objetivos. Algumas pessoas tentavam me convencer a caminhar com elas...outras tinham medo de revelar para onde queriam ir, medo de que eu as seguisse...não sei! Só sei que resolvi parar um pouco e pensar qual seria minha maior necessidade nesta floresta, que me tranquilizaria se eu encontrasse e que me desse prazer em procurar. Uma necessidade pensada por mim, que eu visse ser importante para mim...não exclusivamente ditada por todas as pessoas que perguntei. Tenho que ressaltar que as respostas foram variadas e muitas bem interessante...curiosas diria eu! Pois bem, decidi minha meta: achar um rio, uma nascente. Água! Nesta “minha” floresta, caminho a procura de água. Para isso, tenho que conhecer indícios que apontem para um rio, tipos de terreno, especificidades de plantas...mas percebi que ter todos esses conhecimentos mas não saber par onde se quer ir, ou como se quer viver, não faria com que eu encontrasse o rio. Tenho tempo para pensar né?! Caminho comigo mesma, não necessariamente sozinha, mas sendo guia de mim mesma. Sou minha guia porque quem pensa a partir de mim, para mim, sou eu. Mas tenho mestres que me auxiliam demais. Os deuses/a da floresta. Reparo que estou trilhando o caminho que pretendo trilhar quando leio nas indicações que passo a preocupação de um desses/a deuses/a em conversar comigo. Quando posso, também deixo minhas indicações...que sabe não sirva para ser deusa de alguém não?! Não posso negar que às vezes me aventuro a criar um “novo” caminho...raras vezes...mas é um passo importante para mim, para eu entender que é possível, que não morrerei no meio da floresta a trilhar os caminhos alheios. Não sou só os outros...tenho minha parte de mim e preciso sentir e saber que reflito esta parte. A chegada? Não sei quando ou como se dará! Vou chegar ao rio...talvez não ao rio idealizado por mim! Mas a água que tanto almejo ter em abundância bem em minha frente?!? Esta água cai do céu, TODOS os dias...sei que de sede não morrerei! A minha busca? Viver bem, viver gostoso, esse caminho até a abundância da água que almejo!
Distância...tempo...espaço...tantos obstáculos que criamos não?! Ás vezes pesa demais viver nesse emaranhado. Não dá para negar que nos perdemos, que nos cegamos para nosso contexto. O cuidado de si só parece um egoísmo...é uma vivência! *
26.3.11
17.3.11
necessidades*
Alguns processos na vida são devastadores, não?!
Falamos do desejo incompreensível do primeiro amor, da primeira morte vivenciada, da primeira conquista suada...mas não só por ser primeiros/a, muito mais por ter um imenso significado em nossa rotina de pensamento e sentimentos. Já notou que temos rotina de sentimentos?!
Sério, já notou que costumamos nos chatear com as mesmas coisas, pessoas e afins, da mesma maneira? Tá, vai me dizer que não tem nada demais nisso, já que tem coisas que realmente não gostamos. Mas não! Nos chateamos com os mesmos processos porque não refletimos a respeito de nossas vidas, de nossos entornos!
Foucault (sim, cá estou eu com o dito cujo novamente) resgata o cuido de si justamente para nos incitar a nos questionarmos a respeito de nossos processos (arte de governar) e, a partir daí conhecermos a nós mesmos. Certo, tá bem resumido...até demais né?! Mas fazer o que? Esse texto de hoje é mais pra desabafo do que para explicação...acompanhe...
Se passamos por um estado de morte, sabemos que não existe mais possibilidade de mudança; mas, se passamos por qualquer outro estado, material, espiritual ou emocional, nós mesmos é que o fazemos, mesmo que em relação ao que tem se passado. Claro, a morte também pode ser vista dessa maneira se a considerarmos cultural, mas se morreu, morreu né?!
Hoje não irei nomear a crise, só irei me indignar comigo mesma acerca de minhas posturas de vida. Não posso dizer que estou apática quanto à reflexão e atitudes de meus processos e projetos, mas, infelizmente, tenho que admitir que tenho sofrido por muito tempo com a mesma área em minha vida. E, por mais que eu tente arranjar algum “culpado” para minhas não conquistas, é impossível não perceber que o problema permanece na medida em que não reflito outra maneira de solucioná-lo. Problema este que pode ser visto apenas a partir de minha perspectiva, mas não necessariamente que outra pessoa não ache que também é um problema.
Acho que o que quero dizer é que minha dor significa quem eu sou agindo e cuidando de mim. Portanto, também é minha criação. E, como dor, se quero aliviá-la, devo me cuidar de outra maneira talvez.
Alterar significados é devastador. Mudar postura, perspectiva, refletir a partir de outros argumentos...nossa, que exercício árduo. Firmei-me tanto em certas necessidades que deixar que fazê-las ser necessárias chega a parecer impossível!
Não sei se a busca perfeita é a do equilíbrio, até porque adoro os escândalos, mas sei que estar soterrado em certas circunstância é assombroso. Perturba o sono, mexe com as entranhas...e nem sempre estou “forte” para remoer miúdos e perceber que eles dão saborosos pratos.
trilha: http://www.youtube.com/watch?v=HN0_mN7fWa8
Falamos do desejo incompreensível do primeiro amor, da primeira morte vivenciada, da primeira conquista suada...mas não só por ser primeiros/a, muito mais por ter um imenso significado em nossa rotina de pensamento e sentimentos. Já notou que temos rotina de sentimentos?!
Sério, já notou que costumamos nos chatear com as mesmas coisas, pessoas e afins, da mesma maneira? Tá, vai me dizer que não tem nada demais nisso, já que tem coisas que realmente não gostamos. Mas não! Nos chateamos com os mesmos processos porque não refletimos a respeito de nossas vidas, de nossos entornos!
Foucault (sim, cá estou eu com o dito cujo novamente) resgata o cuido de si justamente para nos incitar a nos questionarmos a respeito de nossos processos (arte de governar) e, a partir daí conhecermos a nós mesmos. Certo, tá bem resumido...até demais né?! Mas fazer o que? Esse texto de hoje é mais pra desabafo do que para explicação...acompanhe...
Se passamos por um estado de morte, sabemos que não existe mais possibilidade de mudança; mas, se passamos por qualquer outro estado, material, espiritual ou emocional, nós mesmos é que o fazemos, mesmo que em relação ao que tem se passado. Claro, a morte também pode ser vista dessa maneira se a considerarmos cultural, mas se morreu, morreu né?!
Hoje não irei nomear a crise, só irei me indignar comigo mesma acerca de minhas posturas de vida. Não posso dizer que estou apática quanto à reflexão e atitudes de meus processos e projetos, mas, infelizmente, tenho que admitir que tenho sofrido por muito tempo com a mesma área em minha vida. E, por mais que eu tente arranjar algum “culpado” para minhas não conquistas, é impossível não perceber que o problema permanece na medida em que não reflito outra maneira de solucioná-lo. Problema este que pode ser visto apenas a partir de minha perspectiva, mas não necessariamente que outra pessoa não ache que também é um problema.
Acho que o que quero dizer é que minha dor significa quem eu sou agindo e cuidando de mim. Portanto, também é minha criação. E, como dor, se quero aliviá-la, devo me cuidar de outra maneira talvez.
Alterar significados é devastador. Mudar postura, perspectiva, refletir a partir de outros argumentos...nossa, que exercício árduo. Firmei-me tanto em certas necessidades que deixar que fazê-las ser necessárias chega a parecer impossível!
Não sei se a busca perfeita é a do equilíbrio, até porque adoro os escândalos, mas sei que estar soterrado em certas circunstância é assombroso. Perturba o sono, mexe com as entranhas...e nem sempre estou “forte” para remoer miúdos e perceber que eles dão saborosos pratos.
trilha: http://www.youtube.com/watch?v=HN0_mN7fWa8
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