Só uma foto, por favor?!?
Pode ser da sombra?
Pode né? (penso: parece ser a esperança para um futuro próximo...a sombra!)
Ser sombra pode ser algo incrível, sabia? Não é o que gostaríamos de ser, claro! Quem quer ser sombra? A gente quer mesmo é ser presença. Ser contorno é só ter forma, uma forma que depende de tantas outras coisas pra existir.
Não sei, ser sombra tem suas magias. Pra ser sombra tem que ter corpo, tem que estar lá, tem que existir. Olhar pra sombra pode ser não olhar pros olhos, mas é olhar! Pode ser não enxergar os detalhes, mas é saber que aquele contorno tá cheio, que aquela sombra toda é algo.
Barulho do rio acalma, acalanta, dá carinho. Os passos devagar e aquele olhar pro deslumbre no rosto que vê o novo, o ideal, o mágico sendo desmascarado. Aquele olhar não nega: também sente!
Tudo de mega feito pelo homem, por um homem sem falo, sem fala...sem vida? Com vida, nossas vidas, nossas vidas em cada gole, em cada sorriso, aperto...no peito, no corpo.
Gastei mais do que consumi, de calorias, claro! Porque de paixões..ah...de paixões tô cheião! Foram 14 voltas de cuidado, daqueles mútuos saca? mas sou do 19 e no final das voltas, é pra lá que se volta, do jeitinho que saiu?! ... E a cidade? Ah, essa acende novamente garantindo que cada passo não seja em vão, mas continue sendo de amores que vem...e às vezes teimam e se vão. Mas ela acende, então pode ter sombra. Porque aquela sombra toda, definitivamente, é algo!
19.3.17
14.3.17
anda!
Toda noite, antes de dormir, fico imaginando que o dia de amanhã vai acontecer e que aquilo que acredito ser importante para mim, importante para as mudanças que tanto busco, vão fluir de um jeito menos doloroso, menos truncado mesmo.
É difícil acordar disposto, acreditando que dá pra tentar novamente, mas acordo.
As pessoas ajudam, ajudam mesmo. Fazem o que conseguem, dão apoio, são ótimas ouvintes e até carinho acontece. Mas tem luta que é nossa, não tem jeito!
Ter coragem pra enfrentar alguns ambientes, ter força para ignorar que será visto e julgado, ter perseverança em caminhar sozinho em alguns momentos...ser "covarde" às vezes dói menos.
Você já chorou com medo de se decepcionar com você mesmo? Como pode não? Como é possível uma meta parecer tão inatingível? Não são imensos os passos desse caminhar, não é nem uma corrida contra o tempo. É apenas um caminhar que tem que acontecer: necessariamente!
Não tem como não caminharmos. "Ficar parado" é só uma expressão quando tudo ao seu redor está em movimento.
Esse mundo dentro, esse mundo fora...
Um passo de cada vez parece ser inatingível quando temos a sensação de estar carregando toneladas em cada perna. Sufoca!
É difícil acordar disposto, acreditando que dá pra tentar novamente, mas acordo.
As pessoas ajudam, ajudam mesmo. Fazem o que conseguem, dão apoio, são ótimas ouvintes e até carinho acontece. Mas tem luta que é nossa, não tem jeito!
Ter coragem pra enfrentar alguns ambientes, ter força para ignorar que será visto e julgado, ter perseverança em caminhar sozinho em alguns momentos...ser "covarde" às vezes dói menos.
Você já chorou com medo de se decepcionar com você mesmo? Como pode não? Como é possível uma meta parecer tão inatingível? Não são imensos os passos desse caminhar, não é nem uma corrida contra o tempo. É apenas um caminhar que tem que acontecer: necessariamente!
Não tem como não caminharmos. "Ficar parado" é só uma expressão quando tudo ao seu redor está em movimento.
Esse mundo dentro, esse mundo fora...
Um passo de cada vez parece ser inatingível quando temos a sensação de estar carregando toneladas em cada perna. Sufoca!
9.3.17
corpo?*
São tantas forças atuantes que rasgam meu corpo. Meu corpo! Meu corpo? Como é possível esse monte de carne ser um corpo, e ser meu?
Quando tudo para ao meu redor, quando consigo me esconder desse mundo cão, quando eu me torno o cão de um outro mundo, questiono tanto minhas sarnas, coço insistentemente as pulgas que tenho que chego a achar que consigo compreender um pouco do que sou pela maneira como ajo.
Passa um tempo, pouco tempo, alguns minutos de solidão bonita porém enlouquecedora, e percebo que idealizei mais alguns pedaços dessa carne corpo.
Tenho o costume de permanecer na penumbra do quarto vazio, deitado e em silêncio. Crio mundos, sorrisos e amores...crio a vida que não tenho. Não por não ser amado, por não sorrir ou por não viver, apenas por acreditar que poderia mesmo ser diferente e que, essa possibilidade de diferença talvez fosse muito mais gostosa, muito mais atraente, muito mais minha cara. Não é! A minha cara é essa, a de sempre.
Esse tal de mundo cão me fez cadela, me fez no cio, mas também me mostrou que não sou o que ele me fez. Ele me dá a entender que essas forças que rasgam meu corpo cotidianamente, estão rasgando justamente o que foi construído de mim para ser eu, mas que não o é...talvez sendo!
Dizem: pra tudo há uma primeira vez! O ditado chega a ser insinuante. Mas já parou pra pensar que, pra certas coisas, a gente só viveu mesmo a primeira vez? Sabe o que me consome em alguns momentos? É que para algumas coisas estou tendo uma segunda vez! Não um segundo momento de algo já criado e que aperfeiçoar é a possibilidade. Uma segunda vez...tudo de novo no velho que sou.
Meu... corpo: como é possível?
Quando tudo para ao meu redor, quando consigo me esconder desse mundo cão, quando eu me torno o cão de um outro mundo, questiono tanto minhas sarnas, coço insistentemente as pulgas que tenho que chego a achar que consigo compreender um pouco do que sou pela maneira como ajo.
Passa um tempo, pouco tempo, alguns minutos de solidão bonita porém enlouquecedora, e percebo que idealizei mais alguns pedaços dessa carne corpo.
Tenho o costume de permanecer na penumbra do quarto vazio, deitado e em silêncio. Crio mundos, sorrisos e amores...crio a vida que não tenho. Não por não ser amado, por não sorrir ou por não viver, apenas por acreditar que poderia mesmo ser diferente e que, essa possibilidade de diferença talvez fosse muito mais gostosa, muito mais atraente, muito mais minha cara. Não é! A minha cara é essa, a de sempre.
Esse tal de mundo cão me fez cadela, me fez no cio, mas também me mostrou que não sou o que ele me fez. Ele me dá a entender que essas forças que rasgam meu corpo cotidianamente, estão rasgando justamente o que foi construído de mim para ser eu, mas que não o é...talvez sendo!
Dizem: pra tudo há uma primeira vez! O ditado chega a ser insinuante. Mas já parou pra pensar que, pra certas coisas, a gente só viveu mesmo a primeira vez? Sabe o que me consome em alguns momentos? É que para algumas coisas estou tendo uma segunda vez! Não um segundo momento de algo já criado e que aperfeiçoar é a possibilidade. Uma segunda vez...tudo de novo no velho que sou.
Meu... corpo: como é possível?
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