13.5.15

Mudanças que não mudam o que mudam.

Estava eu aqui em busca de informações a meu respeito (quem nunca?!) e eis que me deparo com um blog que caiu no esquecimento. Como? Simples, escrever se tornou uma profissão, um trabalho, um instrumento de tortura mesmo. Reli alguns textos e fragmentos. Tenho que admitir: mudei muito! Sei lá se isso é bom ou ruim, sei que é...já vale algo né?! Acho que sempre utilizei a escrita para desafogar um pouco das torturas e complicações que costumam rodear nossos pensamentos. Aí, quando consegui, ou acreditei conseguir sanar meus pânicos na vida, me dei por satisfeita da escrita. Que pena, escrevo para mim e esse exercício sempre me foi valioso. Achar esse blog esquecido me decepcionou. Tenho a sensação que esqueci uma parte minha que era minha demais. Deixei o entorno se tornar parte majoritária em mim. Bem, como minha vida mudou acredito que minha escrita também tonará novos rumos. Não deixo de me preocupar comigo, mas acho que as decisões que tomei até aqui foram bem coerentes com as lutas que tramo e fio na vida. Então, tenho que admitir certa satisfação em ser quem sou no momento. Ainda caminho por rumos incertos, por passagens sombrias e por amores malditos...mal ditos. Mas sabe quando você desacredita acreditando? Então, a vida é tão obscura pra tanta gente e já foi tão desagradável em tantos momentos, que estou em um estado de inércia no movimento. Não chega a ser um movimento retilíneo uniforme, não tem uniformidade. Mas tem movimento constante, inconstante na movimentação. Nesse momento acho que continuar vivendo é acreditar que se pode viver. Vejo muitos rostos desacreditados da não vida que levam, no meu rosto e corpo ainda corre a luta. O dia que parar talvez me torne mais eles, seres que estão no mundo esperando a vida escorrer. Por enquanto, gasto a minha aos litros, sem ponderação, envelhecendo e exigindo das experiências aquilo que podem ou deveriam poder dar para mim, só porque eu quero. O mino atrevido e rebelde de quem vive deve ser assim né?! Na fronteira!

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