Cá estou eu novamente para tentar elucidar alguns pontos que suscitaram na última postagem. Após a leitura de um texto (artigo) para meu tcc, reparei que poderia utilizar parte dele aqui, para me entender um pouco mais e me explicar um pouco melhor.
Reparei que ao estudar Foucault me coloco em uma posição um tanto incomoda perante acontecimentos cotidianos para todos. O que acontece é que mudo o foco do Eu porque acredito que este eu profundo freudiano não de conta do sujeito, nem mesmo como indivíduo. E como acontece essa mudança? Transmutando o Eu profundo em Eu histórico a abordagem dos acontecimentos desloca seu objeto para a importância das práticas incidentes sobre o corpo. Desta maneira, o ciúme deixa de ter sua hermenêutica fundamentada e limítrofe, e passa a fazer parte das relações de poder existentes entre os sujeitos que as vivenciam.
Portanto, fica quase que impossível delimitar o ciúmes ou pedir explicações universais para esta sensação (ou sentido). Partimos do pressuposto que é a alma que o sujeito criou que o limita, e assim fazendo, é esse mesmo sujeito, em suas relações, que interpreta em seu momento histórico o que seu ciúme representa. Não psicanaliticamente, mas através de um poder-saber que o colocará em cada cena como um indivíduo atuante (mas ainda sujeito), mesmo que seja na repressão.
Desta forma, sentir ciúmes ou fazer ciúmes passa por um mesmo dispositivo quando se está em uma mesma relação de poder.
Assim sendo, meu ciúme na relação L só está disposto da maneira como me relaciono com L politicamente. Se tentar alterar a relação de poder existente nesta relação, conseguirei alterar também a sensação do ciúme.
Não posso deixar de ressaltar o caráter paliativo que esta abordagem representa. Isto porque o ciúmes, acredito eu, é um conceito baseado também na moralidade cristã de dominação. Portanto, seria necessário nos utilizarmos desta abordagem histórica partindo da explicação e utilidade do ciúme na sociedade. Muito longo né ?! rs
Para ser bem sincera consegui me entender, mas não sei se consegui explicar! Em todo caso, vou tentar outra atitude para ver se a sensação muda. . .se der certo eu recomendo! =)
Reparei que ao estudar Foucault me coloco em uma posição um tanto incomoda perante acontecimentos cotidianos para todos. O que acontece é que mudo o foco do Eu porque acredito que este eu profundo freudiano não de conta do sujeito, nem mesmo como indivíduo. E como acontece essa mudança? Transmutando o Eu profundo em Eu histórico a abordagem dos acontecimentos desloca seu objeto para a importância das práticas incidentes sobre o corpo. Desta maneira, o ciúme deixa de ter sua hermenêutica fundamentada e limítrofe, e passa a fazer parte das relações de poder existentes entre os sujeitos que as vivenciam.
Portanto, fica quase que impossível delimitar o ciúmes ou pedir explicações universais para esta sensação (ou sentido). Partimos do pressuposto que é a alma que o sujeito criou que o limita, e assim fazendo, é esse mesmo sujeito, em suas relações, que interpreta em seu momento histórico o que seu ciúme representa. Não psicanaliticamente, mas através de um poder-saber que o colocará em cada cena como um indivíduo atuante (mas ainda sujeito), mesmo que seja na repressão.
Desta forma, sentir ciúmes ou fazer ciúmes passa por um mesmo dispositivo quando se está em uma mesma relação de poder.
Assim sendo, meu ciúme na relação L só está disposto da maneira como me relaciono com L politicamente. Se tentar alterar a relação de poder existente nesta relação, conseguirei alterar também a sensação do ciúme.
Não posso deixar de ressaltar o caráter paliativo que esta abordagem representa. Isto porque o ciúmes, acredito eu, é um conceito baseado também na moralidade cristã de dominação. Portanto, seria necessário nos utilizarmos desta abordagem histórica partindo da explicação e utilidade do ciúme na sociedade. Muito longo né ?! rs
Para ser bem sincera consegui me entender, mas não sei se consegui explicar! Em todo caso, vou tentar outra atitude para ver se a sensação muda. . .se der certo eu recomendo! =)

Mudar faz parte do tal "viver".
ResponderExcluirFaz parte ... Mudar é bom!
Sempre é bom!!! =]