Algo mexeu comigo hoje. Achei que fosse a atitude de outra pessoa. Achei que tivesse ocorrido algo fora de meu alcance e que esse algo tivesse acarretado no desfecho de minha inquietação.
Resolvi, então, ficar em silencio e pensar a respeito, com o intuito de não deixar com que algumas ações repercutissem em sensações ruins para mim. Quer dizer, parti do principio de que já conhecia o melhor caminho a percorrer, dentro de mim, para que eu me sentisse melhor. Parti do principio de que já me conhecia!
Como continuo lendo Sartre, foi em seu livro que me deparei com isso:
“ Onde eu me procurava, não podia encontrar-me.” Havia feito, de boa fé, o recenseamento minucioso de tudo o que ele era. “Mas, se eu não devia ser o que sou, não valeria mais do que esse judeu.” Relaxando assim nessa intimidade de mucosa, que é que se pode descobrir, a não ser a tristeza da carne, a ignóbil mentira da igualdade, a desordem? “Primeira máxima”, disse Lucien consigo mesmo, “ não procurar ver em si; não há erro mais perigoso.” O verdadeiro Lucien – ele o sabia agora - tinha que ser procurado nos olhos dos outros, ...
E aí, o que pensar? Como sentir? Algumas existências são atordoantes. . .ou sou eu que as torno?
Penso que minhas dúvidas (dores) correspondem ‘ao grau’ de minhas expectativas. E daí?
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