A minha vida vai passando e eu vou tentando me enquadrar nas vidas dos outros pra ver até onde eu sou eu e até onde posso ser o outro.
Já tentei me imaginar apenas comigo ... acha, não deu muito certo. E não que eu não consiga fica sozinha em minha própria companhia, isso até gosto de fazer. O que não consigo é não ter com quem compartilhar; não ter quem ouvir, não ter pra quem falar.
Quero dizer o que penso a respeito das coisas...quero zombar de outras...
Saber sobre a vida, discorrer sobre esse tema, é ... isso não é tarefa fácil pra ninguém. Por isso mesmo nem me atrevo por enquanto. Mas falar sobre mim, sobre como acho que as coisas estão indo, ou como vejo as coisas que estão parando ... Ah! Isso está ao meu alcance...
Saber que a dor que sinto em meu peito, que eu chamava de solidão, pode ser dor de conhecimento...conhecimento de um desconhecido pelos outros e só sentido por mim. Dor que não quero compartilhar, que quero reservar pura só pra mim, dor que me ensina a me ver, me sentir viva. Quando estou exultante em alegria e felicidade sinto que estou vazia...uma ótima sensação de vazio. Fico me questionando, será que é assim com todos? Será que as pessoas prestam atenção nos próprios vazios?

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